"Sou como a haste fina que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta."

Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.”

"Não julgue os outros só porque os pecados deles são diferentes dos seus."


Oração Diária _( Clique)

sexta-feira, 4 de março de 2016


"Lá ao longe vi aquele ponto brilhante e colorido. Uma cabeleira branca comprida, um vestido esvoaçante longo e cheio de cores. A pele com rugas expressava como letras marcadas muitas décadas de histórias. Chamou-me a atenção a sensualidade e vitalidade de seus passos. Seus olhos traziam a sabedoria de anos bem vividos com aquela chama colorida de quem nunca esqueceu de ser criança.
Eu estava encantada.Ela chupava um picolé como uma menina. As pessoas passavam e olhavam. No entanto ela parecia tão presente na sensação do vento, no sabor daquilo que comia que nem percebia os olhares dos habitantes dos carros e dos transeuntes acostumados com robôs encaixotados em conceitos: - Uma velha não pode usar cabelo longo, ouvi de uma senhora que com ela cruzou.
Espera-se que as senhoras também não chupem picolé, que usem roupas discretas, que cortem e pintem o cabelo e não caminhem rebolando pelas ruas.
Estava ela lá, radiante, com um sorriso leve nos lábios melados e longos cabelos pratejados voando ao vento balançando seus quadris como as lobas fazem com suas caudas.
Ela passou por mim, deu uma piscadinha e um sorriso. Fiz o mesmo em retribuição, como quem sorri com a alma depois de ver estrela que brilha para apontar o caminho certo.
Soltei os quadris, comprei um picolé e continuei a caminhar extasiada com o vento e o gosto doce do picolé da vida que me ensina a balançar a cauda pra lua."

Kalu Brum