"Sou como a haste fina que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta."


Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.”


Eu disse que mudei. Nunca disse que tinha sido para melhor.


"Não julgue os outros só porque os pecados deles são diferentes dos seus."



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015



"Acabou, menina. Acabou e só tu não percebeste. Ele não te arranca mais sorrisos da boca e teus olhos estão tristes. Acabou desde o dia em que tu calaste as tuas convicções sobre o amor e deixou que as razões e bobagens dele guiassem o teu coração. Eu sei da tua luta, menina. Eu ouvi teus choros, gritos e brigas. Mas no dia em que tu cansaste e preferiste o silêncio, acabou.

Acabou desde o fim do outono, menina. Foi quando ele ficou surdo para os teus pequenos pedidos de afeto e só restou frieza. Acabou quando teus pensamentos começaram a viajar por outros mundos. Não dizem que a gente costuma sonhar com as coisas que acalentam a presença da ausência? Olha bem para isto, minha menina. Não consigo enxergar um pedaço teu nesta relação. O amor tem que ter o jeito torto dos dois. Naquela noite de angústia em que só tu cedeste, acabou.
Acabou porque tu deixaste de fazer questão da presença e dos presentes. O colo e as palavras dele perderam o gosto, menina. A sorte é que teu riso é fácil e qualquer abraço consegue afastar tuas lágrimas. Lembro do dia em que tu chegaste, com todas as borboletinhas no estômago, falando que ele era o teu herói. Aquele brilho de fazer inveja ao próprio sol não existe mais. Quando tudo se apagou, acabou.
Acabou junto com a tua vontade de mandar cartas. A verdade é que ele nunca foi tocado com tuas pequenas loucuras de amor e, talvez por isso, tenha se esquecido de demonstrar. Os carinhos dele só chegavam depois das traições. O problema, menina, é que tu o deixaste pensar que sempre estaria disponível. Não existe mais atenção e cuidado. No momento em que tu começaste a falar do tempo ao invés de gastar tua doçura para quebrar aquela estupidez, acabou.
Acabou, menina. Mesmo que teu coração ainda pulse por ele, acabou. Mesmo que toda a tua pele ainda chame pelo corpo dele, acabou.
Acabou. E quando tu perceberes isto, cedo ou tarde, eu não ficarei preocupado. O teu riso é fácil e tu irás reencontrá-lo no primeiro abraço. E dele, não mais tu quererás saber."


Mariana Pena

sábado, 24 de janeiro de 2015


"Sou um ser livre. Nasci assim. Minha mãe sempre dizia que eu não gostava de usar sapatos, nem de prender os cabelos, e que era um sacrifício me vestir porque as roupas me apertavam. Gostava de tomar banho de chuva, de sentir o vento no rosto, e tinha a pertinente ideia de mudar de ideia amiúde. Moral da história: Continuo assim. Sou desprendida por natureza e gaiola nenhuma me segura por muito tempo.
Gosto dessa soltura que me encoraja ir e vir na vida, e até mesmo dentro de mim. Costumo viajar até o pensamento mais improvável e reviver lembranças distantes sem freios nem culpa. Lá nos meus esconderijos corro sem fim nas ruelas do coração. Visito a minha alma, saio e volto para a minha casa quando bem entendo, para esse lugar só meu, onde tudo posso, tudo sou e tudo vivo.
Ser livre é a maior fortuna do ser humano. Não há nada que compre e que pague a maravilha de ser seu único e intransferível proprietário. E quando eu digo livre, não falo dessas loucuras que se vê por aí, de correr pelado na rua, mandar o chefe pro inferno, a sogra pastar. Nada disso. Aliás, a liberdade não deveria ser entendida dessa forma tão rasa. Vejo como as pessoas esbravejam, levantam bandeiras, abaixam as calças. Querem mostrar uma independência e autonomia para o mundo, enquanto, no fundo, são escravas dos seus próprios medos e incertezas. Alguém deve ir lá e dizer à elas que cuspir ofensas na cara dos outros não faz de ninguém um ser livre. Quem faz isso é chato, presunçoso, qualquer outra coisa. Por favor, não confundam liberdade de expressão com oferta gratuita de hostilidade.
A liberdade é muito, mas muito maior do que um topless na praia e esse discurso pobre de cidadão livre na ponta da língua. Ela é sim, íntegra, quando está embutida dentro de cada um, na capacidade de se desfazer dos preconceitos preestabelecidos e mandar embora todo o medo da rejeição, junto com a sofrida necessidade de ser aceito. A liberdade enxerga os rótulos como absolutamente ridículos, destruindo protótipos e modelos de como ser e agir de acordo com as expectativas alheias.
Um homem livre é aquele que não se submete à prisão de nenhum tipo, muito menos àquelas impostas por outros, até porque ser prisioneiro seria um tremendo sacrilégio contra a sua própria natureza. Ele é livre porque pensa por si só, porque faz as suas escolhas e assume os seus riscos. E pronto.
Decerto que algumas vezes acabamos por nos afastar de nós mesmos nos percalços da vida. Por revolta, frustração, ódio ou rancor, e sem dar-nos conta, nos perdemos do que um dia fomos. Vamos parar longe, sei lá onde, sei lá porquê. Seguimos um fluxo como ovelhas no meio do rebanho sem muito critério de direção, até que um dia a gente olha para trás e diz: “Caramba! Como que eu vim parar aqui? Que saudade do que eu fui um dia…” E talvez ainda seja. Porque liberdade é isso também. Ela é imensurável. Sempre há tempo para partir e voltar mais tarde, ir de novo, explorar, trocar. Por isso tem gente que não cabe em uma casa, que o escritório pinica e a rotina sufoca. Essas pessoas voam e voam pra bem longe, gorjeiam, seguem o rumo do vento. Por obra da sorte ou do destino, um dia pode ser que elas voltem, como aves que reencontram o ninho depois de várias estações. Não se sabe se elas ficarão ali pousadas por muito tempo, porque quem tem alma de pássaro não se aquieta em terra firme.
A gente deveria mesmo é ser autônomo para tudo, sabe? Começando por ser livre para amar, já que o amor é um sentimento de libertação de altíssima potência e um alcance gigantesco. Clausura não combina com ele. O amor é tão genuíno que não deveria se acorrentar à nenhum coração partido. Mesmo amando muito o melhor é deixar o outro seguir seu rumo, porque corrente não traz felicidade. Não digo que seja fácil, mas o ideal é ser livre conosco para libertar o próximo.
Livre para ser cada um à sua maneira, mantendo a identidade preservada e, assim, desamarrar os personagens criados ao longo dos anos, como palhaços treinados para entreter e divertir os outros.
Ser livre para sentir. Sim! Sentir sem medo de ser tachado de boboca sentimentalista e chorar — por que não? — abrindo as torneiras que estiveram entupidas tanto tempo. Nocivo é não se emocionar com um livro, um filme de amor, uma canção que fale de saudade. Sejamos livres para abraçar longamente, sair distribuindo beijos aos amigos, vizinhos, parentes, como forma sincera e singela de gratidão e apreço.
Quando formos propriamente livres aqui dentro, tudo ao redor se tornará mais leve e menos penoso. Então, a decisão de ir ou ficar, voar ou repousar, será apenas um pequeno detalhe. Porque os portões estarão escancarados para ser e sentir."
E eu? Bom, eu continuo com os pés descalços…

Karen Curi

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Convite!




"Eu te convido a experimentar escolher ao invés de esperar ser escolhido. A arranjar um problema novo se não conseguir se focar numa solução para o antigo. Eu te convido a deixar ir quem te rejeita e se abrir para os que provavelmente estarão disponíveis afetivamente, para os que querem viver a mesma história que você. Eu te convido a parar de se vitimizar, a fazer um movimento contrário para que possa atrair o que te ilumina, agrega, alegra. Eu te convido a tomar coragem para aprender a receber, trocar e não somente se doar a ponto de apenas se doer. Eu te convido a tentar conviver harmoniosamente com você para, quando se relacionar, não subtrair, pois você não é uma metade. Eu te convido a viver sua inteireza por mais que esteja condicionado a acreditar que o seu tamanho é menor do que o real. Eu te convido a tentar se sentir imenso e a não aceitar menos do que merece. Eu te convido a ser grato e merecedor de coisas grandiosas. Eu te convido desaprender a codependência, a simbiose para que seu coração possa respirar com autonomia."


Marla de Queiroz


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Pois é...



Não sei se sabe, mas depois que você se foi eu me torturei um pouco com tudo o que vivemos. Questionei. Duvidei de mim mesma. Me culpei. Lembrei do nosso primeiro beijo que se encaixou perfeitamente. As nossas expectativas que se encontraram, os nossos destinos que se cruzaram. Eu não conseguia acreditar que tudo o que vivemos juntos acabaria dessa forma. Você sumiu. Partiu sem se importar. Eu precisei de você,  você não apareceu. Eu te chamei, você mentiu. Implorei que você viesse,  você não veio. Eu presa, você livre. Tive que me virar sozinha e você por aí. Rezei pra que chegasse o momento de te esquecer, e só lembrava. Jurei não mais me importar, e só me importava. Deixei de te seguir, mas acompanhei seus passos pelas redes sociais.Você me fez feliz. Me fez bem pra caramba. Me esforcei pra ser quem você esperava que eu fosse. Fiz inúmeras coisas pra te impressionar e tive as reações mais ridículas pra te ter por perto e não te perder. Eu só não conseguia entender como  você teve a coragem de ser tão frio comigo. Me contou sobre você, permitiu que eu entrasse na sua vida, me apresentou a sua família, me fez conversar com seu melhor amigo sobre o amor e como você me fazia senti-lo tão bem. Me convidou pra dormir na sua casa, me levou pra provar as suas tardes, permitiu que eu entrasse em suas manhãs e aproveitasse suas noites. Me levou pra um fim de semana que nunca mais esqueci. Passei por todos os dias da semana com você, e incontáveis horas ao teu lado. Te atrasei pro trabalho, você me atrasou pra aula da segunda-feira com aqueles pedidos pra ficar mais um pouquinho. Te trouxe pra minha vida, fiz morada em tua vida, acampei em teu peito, viajei pra um lugar que não sei bem explicar, só sei que foi duro aceitar a viagem de volta. Saudade? Eu tinha às vezes. Saudade de quando você cozinhava pra mim . Saudade de quando você preparou sua vida pra mim, quando você permitiu que eu entrasse e me fez se sentir a vontade. Saudade eu tive de quando você me perguntava – com um tom de ciúmes – quem era aquele meu amigo gato  e não acreditava quando eu dizia que era só amigo. Saudade eu tinha do teu beijo na escada rolante do shopping, na escadaria do meu prédio, na poltrona do cinema de um filme que a gente nem se importava em assistir, na praia, em viagem, nas festas, na rua,  no sofá, na cozinha, no banheiro e em todos os outros lugares que passamos juntos um dia e hoje não passaremos mais. Saudade eu tive de te abraçar por trás, de vendar os teus olhos e te fazer me descobrir, de olhar em teus olhos e me descobrir em você, de olhar nos teus olhos e sentir o teu beijo sem precisar te tocar. Saudade eu tive de quando você me esperava, de quando respeitava o meu atraso, de quando aceitava a minha vida como ela sempre foi, meio bagunçada e confusa. Saudade eu tinha de quando você bagunçava minha vida toda, mas voltava pra arrumar. Vi  você se envolver com alguém de olhos claros e eu me culpei por meus olhos castanhos escuros. Você conheceu uma pessoa alta e eu me culpei pelos meus 1,69. Você namorou uma pessoa forte e eu me culpei por não ter tanto porte assim e ser fraca ao ponto de chorar ao te ver bem sem mim. Começou a namorar uma quarta pessoa, ou talvez, uma quinta. Escreveu um trecho de uma música – que deveria ser nossa e não foi – como legenda nas fotos. Terminou o namoro. Tua vida era sempre a mesma. O mesmo ciclo. O mesmo final pra todas que se envolvessem com você. Acordei depois das 13. Assinei Netflix. Passei um domingo inteiro assistindo filmes. Neguei convites. Dispensei tanta gente legal. Perdi a disposição de conhecer outras pessoas porque todo mundo parecia igual e a essa altura do campeonato, era melhor eu me proteger. Achei que se ausentando do amor e negando as oportunidades que ele me dava era uma boa opção pra não me machucar de novo. Foi uma péssima opção. Passei a ter raiva de você, a não te suportar mais. Tive pena de você e parei de sentir pena de mim. Resolvi sair. Me libertar de vez de você e nem sei te dizer o que fiz pra preencher o vazio que você deixou. O inútil deu lugar ao útil. Só quero te dizer que não precisa me mandar mensagens outra vez, nem tentar se explicar. Eu já encontrei todas as explicações pro que você fez, já entendi que a culpa não foi minha e que se ausentar pro amor por um mero principiante é um erro.  você disse que queria conversar,  me mandou mensagem ... Mas é que agora, agora, eu me sinto apaixonada por mim. De verdade. Me sinto feliz. Me disseram que um dia eu iria rir de tudo isso. E não é que eu tô rindo mesmo?





terça-feira, 20 de janeiro de 2015



"Preciso te contar o quanto o meu amor próprio superou as madrugadas longas, o quanto que me descobrir fez te esconder na memória, o quanto me permitir me fez mais interessante, o quanto fantástica posso ser e as pessoas que posso ter ao redor, que posso escolher e não ser a escolha.
[…] porque você me ensinou muitas coisas, coisas que nem um inimigo me ensinaria. Por causa de você conheci meus limites e os desaprendi, e hoje não me permito a nada que seja menos do que a felicidade ou mais do que a sensatez. Você me ajudou a me tornar uma mulher mais forte e menos tempestuosa. Me ensinou a não ser cruel, quando me magoou. Me ensinou a como não permitir o descaso, quando te contava um sonho. Me ensinou como não enganar, quando optou por outros planos. Me ensinou a descobrir o quanto posso ser amada, quando teu cuidado era de outra face.

Hoje meu caminhar é um convite, hoje minha companhia é para poucos, hoje meus dedos são violinos, hoje meu riso é a felicidade, hoje meu plano aceita ser surpreendido. Hoje apenas me permito a certeza do que a incerteza me impõe."




Cáh Morandi


sábado, 17 de janeiro de 2015

E assim termina uma história de 7 anos!




"Você guardará meu nome atrás de algum sentimento mascarado em seu coração, abrirá o bilhete que te deixei [...]só para encontrar meus dedos, respirará mais fundo a maresia, talvez hesitaria se meu cheiro não estivesse lá, mastigará mais devagar a fruta e citricamente serei seu nó na garganta, lerá poemas nas livrarias e se lembrará de que palavras eram lugares para nós, ouvirá uma música desconhecida com a insatisfação de não termos compartilhado antes, acordará no domingo e suplicará pela segunda para os compromissos me anularem da razão, caminhará mais atento as vozes da rua e se inclinará se a voz for parecida com a minha,[...], a solidão chegará antes das ligações e dos emails. Encontrará outra pessoa, irá se enfeitar, irá tentar me mostrar que está tentando ser feliz de novo, trocará amor por carência. Os anos marcarão o seu rosto, os filhos acordarão o silêncio da casa, a mão do seu amor te convidará para um dia de feriado, vestirá o sorriso, amará o que tem, desejará ter feito outras escolhas no passado. Duvidará do tempo, desconfiará dos dias de muito sol porque sempre terá uma lágrima por dentro."


Cáh Morandi


sábado, 27 de dezembro de 2014

http://www.revistabula.com/3372-onde-nao-puderes-amar-nao-te-demores/

domingo, 21 de dezembro de 2014


"E decidiuvou viajarPorque não morri, porque é verão, [...] e eu quero ver, rever, transver, milver tudo que não vi. "

Caio Fernando Abreu



sábado, 20 de dezembro de 2014

Encerrando o ano!




Bom galera, amanhã cedinho pego a estrada (amo viajar de carro), vou passar férias em Minas Gerais e no Espirito Santo, volto la pelo dia 15 de janeiro, quero agradecer de coração por cada um de vocês que  sempre passa por aqui. Desejo à todos Boas Festas e um Ano Novo cheio de Luz e Esperança. Foi um ano muito difícil para mim, mas tenho certeza que Deus me guarda muitas coisas boas ainda por vir.  Espero voltar com as energias renovadas para que 2015 seja especial e que eu possa só compartilhar poesia com vocês!
Fiquem com Deus galera e não esqueçam de amar e principalmente demonstrar com palavras e muitas atitudes esse amor para cada pessoa importante da sua vida! 



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014



"você continua existindo
em algum lugar em mim
que nem eu mesma sei
aonde ao certo encontrar
mas sei que você vive

de uma forma feliz
e audaciosa de permanecer
fomos idealistas quando
queríamos ser verdadeiros

mas amor e promessas
exigem coragem
e nós perdemos"


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014


"Algo estranho acontece todo final de ano: as pessoas ficam simpáticas. Do nada. Corrigindo: as pessoas que não tinham o hábito de praticar gestos gentis se veem automaticamente entupidas de uma bondade jamais vista. Com direito a brilho nos olhos, sorriso de orelha a orelha e braços mais abertos que os do Cristo. Desde 1984, quando nasci, sou testemunha viva desse fenômeno. Não costuma durar muito tempo – geralmente chega na segunda quinzena de dezembro e se estica até o primeiro amanhecer de janeiro.
A sensação que eu tenho é que todo mundo se matriculou ao mesmo tempo em aulas de ioga. Intensivão de pensamentos positivos ohmmmmmm; supletivo de postura bacanuda perante o amor ao próximo ohmmmmmm; hora extra pelo futuro da Mãe Natureza ohmmmmmm… Seria lindo se não fosse perecível.
[...]
Mas cuidado, praticante do bem diário: essas pessoas tocadas pela bondade repentina podem voltar ao normal a qualquer momento. Num mundo onde a concorrência é cada vez mais maldosa, ser bom, infelizmente, virou um diferencial. Isso sempre me incomodou. Não gostaria que a gentileza fosse um item de supermercado, posicionado estrategicamente na prateleira mais alta, com código de barras e prazo de validade – uma espécie de panetone a ser consumido imediatamente.

Que em 2015 todo mês seja dezembro."




terça-feira, 16 de dezembro de 2014




"Que o meu amor por você se transforme em sorte. Que ele se transforme em um cachorro. Se transforme em prova em grupo ou um domingo sem compromissos. Que ele lave uma louça. Que ele te dê férias! Que o meu amor por você traga alguma chuva, seja para uma cena de filme ou para a sede de alguém. Que ele se transforme em gols do seu time, promoção no seu trabalho e vida longa para quem você gosta. Se transforme em dias frios na sua preguiça e em dias quentes na praia. Que se transforme em chocolate. E se transforme em chocolate de novo. Que ele se transforme em bom humor ao acordar e mente tranquila ao dormir. Só peço, por favor, que ele se torne algo além de poesia, pois até agora, poesia foi muito pouco pra você."


Bruno Fontes




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014




"Cedo ou tarde, você aprenderá, assim como eu aprendi, que existe uma diferença entre CONHECER o caminho e TRILHAR o caminho."


Maria Pereda


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014


Escreve aí em teu caderno. “Eu sou livre!”. Só para lembrar. Tu bem sabes, mas não custa repetir. Amar não é ter posse sobre ninguém. Quando te sentires escravizar, manda às favas! Assim, simples, direto e com toda a força. Fecha teus olhos, respira fundo e manda embora todo aquele, aquela e aquilo que te faz mal. Não carece verbalizar, repetir, soletrar em voz alta, gritar e essas coisas tão deliciosas. Diga a ti mesmo, esculhamba o opressor aí dentro primeiro. Aperta o botão vermelho, dá de ombros, dá as costas e vai em frente para longe dessa lama doentia.
Por que carregar esse peso, hein? Para onde? Vai valer de quê? A vida é uma viagem e a mala dos outros não te cabe. Despacha. Expulsa. Demite. Tu és livre, criatura! A maior concentração de idiotas por metro quadrado do mundo está aí mesmo, ao teu redor. Repara. Observa. Tem sempre um cretino por perto, cada vez mais próximo, exalando sua incrível capacidade de invadir o espaço alheio e um hálito estranho a tuas entranhas. Se vacilas, descuida, cochila e permite sem querer uma só aproximação, logo ele terá cravado os caninos em teu pescoço. Estará pendurado em ti, no pleno e livre exercício de seu parasitismo.
Rejeita. Escapa da areia movediça das relações doentias. Percebe o quanto tu, criatura divina que um dia foi amada com honestidade sob a forma de um bebê inocente, frágil, corre agora o risco de ter a vitalidade sugada por um espírito miserável, patológico e paranoico, povoado de expectativas unilaterais. Não te obrigues a agradar quem quer que seja antes de te contentares. Não te encantes com ninguém antes que um amor louco por ti mesmo fortaleça tua alma e dê sentido a cada santo dia.
Acredita. Tu haverás de amar honestamente só aqueles que mereçam o privilégio. Teus amigos, tua família, tua gente e olhe lá. Esses estarão contentes com o quinhão de amor e dedicação que tu lhes der, seja qual for o tamanho disso. Ao resto, tu deves nada, nada! Quanto àqueles que não entenderem, que se danem! Danem-se com todas as letras e ferros. Porque a nós nada está garantido mesmo senão a danação absoluta. E se te permitires afagar o ego de outro antes de mais nada, está escrito que também irás te danar mais cedo!
Manda longe aqueles que te “amam” sob a condição de que faças exatamente o que de ti esperam. Porque se ousares fazer diferente, se te atreveres a seguir tua própria vontade, sem nada conceder ao capricho alheio, rapidamente te odiarão com a mesma fúria com que hoje te adoram.
Desiste. Desiste de agradar a Deus e todo mundo. Afaga antes a ti mesmo e, se Deus quiser, o mundo todo será teu. Então poderás escolher o que queiras dele e a ele devolver o que puderes.
Cuidado com quem te cobra coerência, perfeição e generosidade. Atenção a quem te julga egoísta por valorizares a vida que te foi dada. Geralmente, é um cínico despejando em ti os defeitos que não suporta saber em si mesmo.
Olho vivo na turma do olho gordo, tão boazinha e viciada em sentir pena dos outros para disfarçar e esquecer sua própria miséria.
Evita, evita descaradamente os santinhos e sanguessugas dissimulados, entregues a sua corrida de lesmas. Tu não precisas provar nada a ninguém, não deves nada além das contas que pagas a tão duras penas, nada senão respeito a toda e qualquer criatura honesta que viva sua própria vida e não atrapalhe a dos outros.
Corre. Corre o mais rápido que puderes das malditas expectativas, as suas e as alheias. Expectativas são bichos não domesticáveis, aranhas peludas de mil pernas, escravizando suas vítimas em teias de preconceito para devorá-las no mingau gelado da frustração. Melhor é criar filhos, cachorros, gatos e lembranças.
E sobretudo perdoa. Aprende a perdoar quem te ataca em tua mais óbvia fraqueza: tu és nada além de um ser humano cheio de falhas que ora carece de companhia, ora anseia por solidão. Mas não te esquece: perdoa, sai de perto e segue em frente. Porque o perdão é a tua liberdade com outro nome.
Reconhece então tua fraqueza e cai no sono sem culpa. Quando acordares, serás ainda a mesma criatura imperfeita de sempre, mas terás mais força que nunca para seguir correndo. Em frente, atrás, de lado, não importa. Só o que ainda vale de tudo isso é o puro e simples movimento. Dispensa o peso. Manda embora. Liberta-te. Levanta e voa!

André J. Gomes





quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


"Eu conheci o lugar mais escuro, frio e úmido. Eu transitei pelo que havia de mais imundo no mundo. Eu fui até ao buraco negro onde vivem os fantasmas raivosos. Eu conheci os gritos da dor da angústia, calada. Eu mergulhei sem saber nadar e perdi o fôlego entregue a uma quase morte. Eu estava quase desistindo, dilacerada...

Eu vi todas as cores na superfície da água. Um céu dançava e imitava um arco-íris molhado. Meus olhos ardiam de sal e minha respiração estava congelada. Minha alma enrugara tal qual meus sonhos, mas as nuvens desenhavam um chamado.
Rabisquei na mente a minha retomada. E pude visualizar que havia ainda algo a percorrer nesta existência e que era longa a estrada. Eu desisti das desistências e da necessidade de viver anestesiada. E a mesma dor que me lançou no abismo, me trouxe de volta, renovada.
Ergui bases mais sólidas, reconstruí meu novo olhar. Estive com todos os sentimentos desconsertados, esperando calmamente o seu lugar. O peito ainda ardia, mas a palavra em punho. Despejei minhas emoções tardias num choro infantil. E renasci como num parto de criança, inocente e pueril.
Hoje, meu rosto ainda mostra as cicatrizes. Fui tão intensa em tudo, vivi décadas infelizes. Deixei minha derrota para cuidar das minhas conquistas. A sombra assustada afastara-se com a luz. Por isso, hoje eu digo que tudo já deu certo.
Plantei o meu jardim onde tudo era deserto."



Marla de Queiroz


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A Águia e Eu!



"A águia é a única ave que chega a viver 70 anos. Mas para isso acontecer, por volta dos 40, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão, que nem todas tomam.
Nessa idade, suas unhas estão compridas e flexíveis. Não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta. Seu bico, alongado e pontiagudo, curva-se. As asas, envelhecidas e pesadas em função da espessura das penas, apontam contra o peito. Voar já é difícil.

Nesse momento crucial de sua vida a águia tem duas alternativas: não fazer nada e morrer, ou enfrentar um dolorido processo de renovação que se estenderá por 150 dias.
A nossa águia decidiu enfrentar o desafio. Ela voa para o alto de uma montanha e recolhe-se em um ninho próximo a um paredão, onde não precisará voar. Aí, ela começa a bater com o bico na rocha até conseguir arrancá-lo. Depois, a águia espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as velhas unhas. Quando as novas unhas começarem a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Só após cinco meses ela pode sair para o voo de renovação e viver mais 30 anos."

Não pensem que isso tem relação com  estética, NÃO! A cura desta renovação há que ser feita por dentro.
Estou meio esta águia, na fase de arrancar as velhas penas.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014




Tia, nosso Joãozinho cresceu né! Queríamos muito que você estivesse presente fisicamente neste momento que você sempre soube que ia acontecer. Onde quer que estejas eu sei que você tá orgulhosa de nós dois. Assim como eu sei que estas sempre com a gente. Sentimos tua falta, te dedicamos essa conquista, mais esse passo para um futuro que desde que o João nasceu já dizias como seria. Obrigada por me cuidar, por cuidar do João com o mesmo amor, por ter me ensinado a ser mãe e amiga. Obrigada por tudo tia. Nunca te esqueceremos!


Porque hoje só da ele, porque sempre tudo foi por ele! Minha vida!






As vezes eu acho que sou a mãe mais coruja do mundo, mas não tem um só dia que eu não agradeça a Deus por ter me permitido ser mãe e mãe do João Victor , esse ser humano maravilhoso em todos os sentidos! Meu orgulho, meu companheiro e amigo , minha vida. Te amo mais que tudo! 








Só tenho a agradecer a Deus por mais esse sonho realizado, é apenas mais um passo mas é de passo em passo que se faz o caminho e eu posso dizer que o nosso caminho pode ter tido e tem momentos difíceis, mas nunca perdemos a FÉ. 

Dedico a noite de ontem, dedico essa conquista pra minha tia que tanto me ajudou a cuidar do João. Obrigada tia Nilza, onde estiveres sei que estas feliz por nós!