"Sou como a haste fina que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta."

Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.”

"Não julgue os outros só porque os pecados deles são diferentes dos seus."


Oração Diária _( Clique)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Pra começar o ano! Liberte-se !




"O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.
Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.
Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.
E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.
Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.
E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?
Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.
Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão. Quem somos nós?
Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?
Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem!
Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?
Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?
Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo."



Ruth Manus

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Mudanças em breve

Última postagem do ano, desejo a todos que sempre passam por aqui uma boa passagem de ano, que 2017 possamos evoluir como seres humanos, que Deus nos ilumine e nos faça acreditar que ainda da tempo de sermos melhores.
Vou passar 20 dias numa praia sem internet no interior do ES então essa é a ultima postagem de 2016, pra ano que vem farei uma grande mudança aqui no Blog, até hoje esse espaço era como um diário meu, não mais será, tenho planos de algo bem voltado à literatura, cinema, fotografia e Artes, ta tudo sendo planejado pra continuar sendo um cantinho um tanto impessoal mas agradavel e de utilidade pra quem ainda tem amor por livros, filmes, fotografia e artes afins, ou seja, tudo aquilo que da sentido e beleza à vida.
Obrigada a todos pelo carinho.
FELIZ 2017!
Não disseram adeus como deveriam, aproveitaram a tarde, ela estava feliz como sempre ao lado dele, as águas que ela tanto ama banharam seus corpos e a chuva lavou suas almas, as dela com certeza, as dele... ninguém sabe. Teria sido o dia perfeito, mas com eles tudo é muito intenso, até mesmo o não adeus. Ela segue, inteira, e vivendo porque jurou por alguém que cuida dela lá do céu que não iria sobreviver, iria VIVER não importando a dor que sentisse, o tamanho da saudade que tentasse à sufocar, ela seguiria em frente da melhor maneira possível. E foi. 
Fácil ??? Nunca foi fácil mas ela transformou o amor por ele em algo bom, em uma energia boa, como um girassol, como um entardecer fresquinho, como aquela chuva que cai e te pega de surpresa levando embora todos os pensamentos ruins.
Ela continua amando ele como sempre amou, ela fez uma promessa, ela vai cumprir essa promessa. E por  ele ela procura ser feliz, ter momentos felizes porque é assim que ela quer que ele seja... muito feliz. 
Um ano sem a presença física dele, um ano de amor emanado para ele todos os dias e pro resto da vida dela porque amar já diz o ditado "Amar não é físico, nunca foi".

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016



"Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."



Amyr Klink - Mar sem fim


domingo, 11 de dezembro de 2016

"Sim, estamos no mundo para sofrer por amor, para sermos enganados por nós mesmos e pelos outros, manipulados, ignorados, mas também amados, queridos, acolhidos. Estamos no mundo para rir de nós mesmos, da nossa ingenuidade, dos absurdos que dizemos quando estamos tristes, confusos e sozinhos.
Nunca se culpe por ter amado. Por ter confiado. Por ter ajudado. Nunca se culpe por acreditar na bondade humana, na amizade verdadeira, no amor eterno. Nunca se culpe por pagar as contas em dia, ser dedicado ao seu trabalho, honrar seus compromissos. Nunca se culpe por dizer a verdade construtiva e pregar pequenas mentiras a fim de não magoar as pessoas. Nunca se culpe por algo que não deu certo apesar de todo empenho empregado. Nunca se culpe por fazer a coisa certa.
Amou e não foi amado? Paciência. Acreditou que tinha um amigo de verdade e não tinha? Azar do falso amigo que perdeu o seu carinho e atenção. Ajudou alguém e recebeu ingratidão? O problema não está com você com certeza.
Por alguma razão que não sei explicar algumas pessoas ficam ressentidas quando são amparadas e transformam o gesto de carinho em uma arma contra quem as ajudou. Uma espécie de sentimento de inferioridade. Uma raiva forte por ter dependido da bondade alheia. A tristeza por deparar-se com as próprias limitações. Limitações comuns à raça humana. Ninguém é autossuficiente.
Se o outro mentiu, não é você que deve se sentir magoado. Se o outro foi desleal, não é você que deve se sentir traído. Se o outro foi ingrato, não é você que deve se sentir tolo. Tolo é quem não consegue ver a beleza da solidariedade. Tolo é quem acha perda de tempo ajudar as pessoas. Tolo é quem se acha superior aos outros, autossuficiente. Tolo é quem ignora o sofrimento alheio. Tolo é que nunca se permitiu acreditar em nada e deixa a vida passar sem cor, sem odor, sem gosto.
Pode soar como loucura ou poesia barata, mas tolice é deixar de viver, de amar, de acreditar, de se entregar aos sentimentos, sensações e desafios da vida. Tolice é deixar de amar por medo de ser desprezado. Tolice é deixar de fazer uma prova por medo de ser reprovado. Tolice é deixar de fazer um convite por medo de ouvir um não. Tolice é dizer que nada muda no mundo por preguiça de arregaçar as mangas.

Estamos no mundo para ganhar e perder. Ganhar aprendizado perdendo o que julgamos mais querer. Estamos no mundo ao sabor das intempéries da natureza e precisamos aprender a nadar na marra quando formos arremessados no mar das incertezas. Viver é não saber. É não entender. É perdoar, é se perdoar e seguir em frente. Nunca se culpe por fazer a coisa certa."


Silvia Marques

sábado, 10 de dezembro de 2016


"Mas olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e segurança por não termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia. "



(Clarice Lispector - Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres)

Se fosse viva minha diva Clarice estaria completando 96 anos hoje.



"As rosas silvestres têm um mistério dos mais estranhos e delicados: à medida que vão envelhecendo vão perfumando mais. Quando estão à morte, ja amarelando, o perfume fica forte e adocicado,[...[ Quando finalmente morrem, quando estão mortas, mortas - aí então, como uma flor renascida do berço da terra, é que o perfume que se exala delas me embriaga. Estão mortas, feias, em vez de brancas ficam amarronadas. Mas como posso jogá-las fora se, mortas, elas têm a alma viva?
-Era assim que eu queria morrer: perfumando de amor. Morta exalando a alma viva."


(Clarice Lispector / 10-12- 1920 — 9 -12- 1977)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Faz parte do processo de cura, ou esquecimento.





o menino me ensina
como um velho sábio
o quanto sou menina



Alice Ruiz


"Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro."



É engraçado, eu não vi mas eu senti. Senti de corpo e alma, foi como se por minutos tudo parasse novamente. O mundo parou naqueles poucos momentos  que eu não  vi mas  senti tão intensamente como da primeira vez. De todas as coisas que eu pensei em fazer antes de voltar pra casa e não fiz, de todos os dias que chego e penso em fotografar aquelas flores, justamente hoje eu paro. A principio não tive certeza porque eu não vi, só senti. Então pela primeira vez eu noto as placas e tenho certeza. Eu não sei há quanto tempo aquelas placas estão lá, mas somente hoje eu as vi. Tento não pensar em sinais, já desisti deles faz tempo. Não acredito mais em coincidências, nem em destino, na verdade não acredito em mais nada. E eu tenho que continuar seguindo a razão. Eu vou continuar seguindo a razão, porque preciso disso pra viver e não mais sobreviver. Sei que continuará lá naquele cantinho do meu coração trancado dentro de um cofre por toda a minha vida. É lá que tem que continuar.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016


"Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração"

Herbert Vianna


domingo, 4 de dezembro de 2016


"Talvez eu nem precise de motivos para amar você
Eu nunca precisei de muita coisa para te querer
E eu sei não preciso de razões ou de motivos para te amar
E te querer aqui, mas talvez eu te ame tanto assim
Apenas pelo jeito que você sorri
Eu sei que no final essa distancia não vai importar
Porque você é o alguém que eu escolhi para amar
E por mais que demore o tempo vai passar
E por todos esses motivos eu vou te esperar
E eu pensei tanto assim nesses motivos
Que acabei de esquecendo de me lembrar
que eu não preciso mesmo de nenhum pretexto
ou qualquer razão que faça te amar
Porque eu sei que eu te amo desse jeito
Todo assim perfeitamente imperfeito"



Ana Vilela


"Segura teu filho no colo
Sorria e abraça teus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir"

sábado, 3 de dezembro de 2016


"A vida é um sopro."

Oscar Niemeyer

#ForçaChape

terça-feira, 29 de novembro de 2016


" Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio."


Caio Fernando Abreu



" Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Triste é não sentir nada." 


Martha Medeiros


sábado, 26 de novembro de 2016


"Viver sem a presença de alguém que amamos é possível, sim, mas parece que nada mais fica igual, nada permanece o mesmo, lá fora e aqui dentro. O tempo diminui aos poucos a dor e a gente se reergue, mas fica lá no fundo da alma um pedacinho em aberto, um espaço vazio, porque as pessoas morrem, mas a saudade não."


Marcel Camargo


quinta-feira, 24 de novembro de 2016



"Eu não vou segurar sua mão se você quiser que eu a solte. Eu vou deixar você ir. Bem rápido. Não que não haja sentimento ou vontade de te ter perto, ou de te pedir que fique; eu não escondo o que sinto, então você saberá o que eu quero, e se ainda quer ir, é porque se sente melhor assim. Eu também não vou desejar que volte. Não por orgulho ferido, pelo contrário, é porque desejo que você tenha tomado caminhos acertados, mesmo eu não estando neles. Porque não quero ser o arrependimento de uma escolha errada e aquela opção de estrada a ser retomada depois que as coisas não deram certo. Eu sou maluca, intensa, mas sou muito pé no chão. Mais madura do que muitas pessoas supostamente equilibradas. Eu sou daquelas que não passam vontade nem escondem desejos, mas não trato pessoas como objetos. Eu vou querer o teu bem, se você cruzou o meu caminho em algum momento, mesmo que por pouco tempo. Eu vou querer isso de verdade. Eu vou querer a tua liberdade, comigo ou não do seu lado. Então se você quer ir, vá, mas não olhe para trás pensando em encontrar minha cabeça virada. Eu vou ter ido também. E se precisar voltar, se me encontrar, vou te abraçar. Vou te receber com todo o carinho do mundo, poxa! Não duvide. Só não queira ficar. E me entenda, por favor. Não dá pra guardar o lugar de morador pra quem decidiu ser visita."

Rachel Carvalho

terça-feira, 22 de novembro de 2016


"O futuro da vida está preso nesta plataforma em que hoje nossos pés se firmam. É dela que partimos. Os sabores de amanhã estão sendo preparados na terra de nossas escolhas. Ações humanas seguem as mesmas regras das causas e dos efeitos. O que escolhemos hoje é matéria-prima que será transmudada em vida futura. Se escolhermos amar restarão boas saudades. Se escolhermos a indiferença, restarão remorsos."

Fábio de Melo


domingo, 20 de novembro de 2016


"Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura."


Guimarães Rosa