"Sou como a haste fina que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta."


Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.”


Eu disse que mudei. Nunca disse que tinha sido para melhor.


"Não julgue os outros só porque os pecados deles são diferentes dos seus."



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015


"O amor vem da mesma maneira que te leva e não tem essa de: me espera mais uns cinco minutos, meio ano, uma década. Vai fingir que não viu, que não é com você? 
Só posso afirmar que a vida passa, rodopia em volta de ti, dança uma valsa, um tango, mas, na verdade, quem dançou foi você. O tempo não volta pra perguntar se você tá pronto dessa vez, ele simplesmente sussurra em seu ouvido, mas não traz de volta a velha encomenda que você recusou. Aceite a hora de amar pra não perder a hora de ser feliz."



Ju Fuzetto




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Quase um ano sem você Tia Nilza, nunca vou me conformar com a sua partida!


"Um dia, sem aviso prévio, as pessoas se vão e nos deixam de lembrança suas histórias. Sejam elas as vividas, ou as sonhadas. E as histórias de quem se foi, é a forma mais gostosa de eternizar aquela pessoa na gente. Quando uma pessoa querida se vai, ela nos deixa uma parte de si. Deixa também um pouco de solidão. E a solidão, com o tempo se torna amiga. E assim, descobrimos com as pessoas que se foram, que um belo abraço e um olhar carinhoso sempre se faz presente, e, que nada verdadeiramente grande se faz sem uma parcela de amor.[...] A verdade é que um dia, cedo ou a tarde, a dor invade sem pedir licença. Se coloca ao nosso lado, conversa com a gente e nos diz que não irá embora até conversarmos com ela. A dor engana, cria ilusão, se faz infinita. Hoje, sendo uma ave que voa sozinha, aprendi que o amor de uma pessoa que se foi, na verdade, não nunca se vai. Ele fica. Nas histórias, na saudade e na esperança certeira dela estar sempre torcendo por nós. Com alguns dias cheios de choro, e algumas pessoas perdidas, a gente aprende que a vida não passa de uma oportunidade de encontro. Encontrar quem a gente ama, nos doar inteiramente e saber que, mesmo não parecendo, isso foi o suficiente. A saudade sempre grita. Mas a certeza do coração, diz à ela que um dia a gente irá descobrir que o amor é a compensação da morte. Então, que a gente consiga valorizar e compreender mais as pessoas. Pois, todo coração pede, implora, uma oportunidade de deixar seu amor eterno na gente."

Frederico Elboni

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015



Incrível a capacidade de algumas pessoas de destruírem a si mesmas. Incrível o nojo, a ojeriza que estou sentindo. Nunca pensei que fosse capaz de sentir tanto asco por alguém, nunca imaginei que um amor tão grande fosse se transformas em nada, nada. Só restou indiferença, nojo, nem pena consigo sentir. Pena ainda seria um sentimento nobre para alguém que não tem valor nenhum como pessoa, como ser humano. 
Me sinto livre, nunca me senti tão livre emocionalmente. E feliz, estou feliz. Simples assim, feliz!








"Em outros tempos diria “tomei raiva de você”. Mas nem foi raiva, vejo isso agora. É só tristeza mesmo.“Tomei tristeza de você..."

Caio Fernando Abreu

sábado, 14 de fevereiro de 2015



"Tem uma menina maravilhosa morando dentro do meu ser. Para ela, não importa o calendário, quantos anos já vivi. As decepções que sofri, ou as lágrimas que derramei. Ela não quer saber do passado, mas, do agora e do melhor que está por vir! Essa menina que tá morando em meu ser, é obstinada e nunca se intimida diante dos “nãos”. 
Essa menina, todo dia se veste de esperança e vive plantando sonhos no meu coração!"


Elliana Garcia

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015



"O problema é que eu sei me virar, não tenho medo de perder e agradeço sempre por ganhar. Me conformo rápido, mas não deixo barato. Minha maior vingança é a indiferença e o preço sai caro. Nada me espanta e nem me surpreende. Às vezes vou embora mas volto, às vezes vou pra sempre. 
Tem gente que não decide seu caminho e fica empacando o caminho do outros. Tem gente que gosta de deixar tudo meio por cima para não se comprometer. Tem gente que sai pelos fundos para não dar satisfação. Tem gente que finge sentimento e compete por atenção. Mas o pior de tudo sou eu que finjo que não sei de nada até decidir sair de vez, pois pra me fazer de idiota tem que ser formado, fazer pós e mestrado."


Maíra Cintra

Dica pra quem não para de me encher o saco via e-mail.


"Conta cá uma coisa. Que história é essa de te apossares do arbítrio alheio? Quem te disse ser de tua alçada a desgraça e a alegria dos outros? Larga esse osso, criatura! Aceita e desaparece. Sai daí, deixa de coisa.[...] Anota em tua testa ao contrário e olha no espelho: VIVE TUA VIDA E DEIXA A DOS OUTROS!
Escreve aí, tu que me persegues : ÉS UMA BESTA. Não! És menos que isso. És o carrapato grudado na orelha da besta mais miserável. Tu és um saco. Não bastasse a vida ser tão difícil, [...] tu continuas te dedicando a controlar a vida daqueles que tu persegues e tentas manter abaixo de teu juízo para não te sentires mais ridículo do que já és.
E sabes o que tu és? Tu és a banda podre da vergonhosa racinha que gasta as horas discutindo as decisões dos outros, palpitando sobre decisões alheias, metendo o bedelho onde não és chamado. És lamentável e cretino como teus presságios, suspeitas e alvitres furados.
Tu a ninguém ajudas, Judas arremedado, com teus conselhos patéticos e interessados. Tu só atrapalhas, embolas o meio de campo, atrasas o trem. Peso morto nascido no inferno burocrático dos atrasos e das aporrinhações eternas, por que não te escafedes daqui e retornas para as trevas em voo sem escalas no purgatório?
Vai. Passa. Mete-te com a tua vida. Concentra-te em tuas mesquinharias. Senta no buraco que cavaste e afunda. Some das vistas do mundo. Deixa-me em paz, mentecapto ordinário. Vá. Tu és livre para contar a todos que meu coração é cheio de ódio. Sim. Tu estás certo. Eu odeio pelintras como tu, cobra peçonhenta...[...]"
André J. Gomes

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015


"[...] eu estou sentado próximo a uma janela olhando para o céu e esperando uma estrela passar. Enquanto ela não vem eu gostaria de dizer para você algumas coisas que eu aprendi ao longo da vida. Quando alguém te amar, preste muita atenção quando ela disser: “Eu te amo”. Porque um dia essa pessoa pode não conseguir mais falar. E é o som daquelas três palavras que vão fazer você respirar e continuar.[...]
Quando a música tocar, dance até ela acabar. Porque um dia, essa pessoa pode não conseguir mais andar. E são aqueles últimos passos, que vão traze-la novamente para o seus braços. E se a pessoa pisar no seu pé e te irritar, tenha paciência. Porque um dia, ela pode não ter mais consciência. E é aquela calma, que vai cuidar da sua alma. E por favor não brigue por religião. Nem a ciência e nem a crença, tem uma resposta definitiva para tudo o que acontece em sua vida.
Quando alguém te amar, não minta. Porque um dia, essa pessoa pode não ter outra escolha senão acreditar em você. E é essa verdade que vai ajudá-la a enfrentar a realidade. Tenha sempre coisas bonitas para contar. Porque um dia essa pessoa pode não conseguir mais escutar. E são aquelas histórias que vão fazê-la sonhar.
Quando alguém te amar, esteja pronto para amá-la do mesmo jeito que você quer ser amado. Não tenha medo. O futuro sempre será um bem guardado em segredo.
Talvez você seja muito jovem para perceber que o melhor de você não está em suas mãos, mas no coração.
Aproveite cada segundo. Porque um deles, infelizmente, será o último. Um dia, a pessoa que você ama pode não conseguir mais levantar da cama. E são essas lembranças que vão ficar das coisas boas que foram e não vão voltar. Preste muita atenção nesses detalhes. E nunca se esqueça: Dizer e fazer são coisas bem diferentes. 
Minha estrela não veio. Tudo bem. Os maiores desejos só podem ser realizados por nós mesmos."

Ique Carvalho

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015


"...há tamanha solidão no mundo
que você pode vê-la no movimento lento dos
braços de um relógio.

pessoas tão cansadas
mutiladas
tanto pelo amor como pelo desamor.

as pessoas simplesmente não são boas umas com as outras
cara a cara.

os ricos não são bons para os ricos
os pobres não são bons para os pobres.

nosso sistema educacional nos diz que
podemos ser todos
grandes vencedores.

eles não nos contaram
a respeito das misérias
ou dos suicídios.

ou do terror de uma pessoa
sofrendo sozinha
num lugar qualquer

intocada
incomunicável

regando uma planta.
as pessoas não são boas umas com as outras.
as pessoas não são boas umas com as outras.
as pessoas não são boas umas com as outras.

suponho que nunca serão.
não peço para que sejam.

mas às vezes eu penso sobre
isso..."


Charles Bukowski

"O amor acaba quando poesia desiste dos olhos. O amor se despede quando janela se torna janela apenas e as estrelas, pontos no céu; quando sonhar se faz tão-somente intervalo entre os dias. O amor acaba pela reincidente aridez de dentro, por laço que endurece, espinho que cativas, ferida que cultivas, distâncias que nascem entre nós e a vida, entre nós e o outro. E o que dizer do amor que jamais morreu por não ter fim mas que hoje deixou de ser? Qual linha, palavra ou ausência traça o limite entre o que éramos do que não mais seremos? Talvez o amor só deixe de ser por nunca ter sido o que havia de se tornar: amor."
A poesia acaba quando amor desiste dos olhos.


Guilherme Antunes


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015





"Em certas manhãs, quando a chuva insiste em nublar nossos sonhos, encharcar e atolar as trilhas dos nossos caminhos, lembro que qualquer tempestade é composta pela mesma água que após a tormenta limpa a nossa existência."


Erick Tozzo




quinta-feira, 29 de janeiro de 2015




"Acabou, menina. Acabou e só tu não percebeste. Ele não te arranca mais sorrisos da boca e teus olhos estão tristes. Acabou desde o dia em que tu calaste as tuas convicções sobre o amor e deixou que as razões e bobagens dele guiassem o teu coração. Eu sei da tua luta, menina. Eu ouvi teus choros, gritos e brigas. Mas no dia em que tu cansaste e preferiste o silêncio, acabou.

Acabou desde o fim do outono, menina. Foi quando ele ficou surdo para os teus pequenos pedidos de afeto e só restou frieza. Acabou quando teus pensamentos começaram a viajar por outros mundos. Não dizem que a gente costuma sonhar com as coisas que acalentam a presença da ausência? Olha bem para isto, minha menina. Não consigo enxergar um pedaço teu nesta relação. O amor tem que ter o jeito torto dos dois. Naquela noite de angústia em que só tu cedeste, acabou.
Acabou porque tu deixaste de fazer questão da presença e dos presentes. O colo e as palavras dele perderam o gosto, menina. A sorte é que teu riso é fácil e qualquer abraço consegue afastar tuas lágrimas. Lembro do dia em que tu chegaste, com todas as borboletinhas no estômago, falando que ele era o teu herói. Aquele brilho de fazer inveja ao próprio sol não existe mais. Quando tudo se apagou, acabou.
Acabou junto com a tua vontade de mandar cartas. A verdade é que ele nunca foi tocado com tuas pequenas loucuras de amor e, talvez por isso, tenha se esquecido de demonstrar. Os carinhos dele só chegavam depois das traições. O problema, menina, é que tu o deixaste pensar que sempre estaria disponível. Não existe mais atenção e cuidado. No momento em que tu começaste a falar do tempo ao invés de gastar tua doçura para quebrar aquela estupidez, acabou.
Acabou, menina. Mesmo que teu coração ainda pulse por ele, acabou. Mesmo que toda a tua pele ainda chame pelo corpo dele, acabou.
Acabou. E quando tu perceberes isto, cedo ou tarde, eu não ficarei preocupado. O teu riso é fácil e tu irás reencontrá-lo no primeiro abraço. E dele, não mais tu quererás saber."


Mariana Pena

sábado, 24 de janeiro de 2015


"Sou um ser livre. Nasci assim. Minha mãe sempre dizia que eu não gostava de usar sapatos, nem de prender os cabelos, e que era um sacrifício me vestir porque as roupas me apertavam. Gostava de tomar banho de chuva, de sentir o vento no rosto, e tinha a pertinente ideia de mudar de ideia amiúde. Moral da história: Continuo assim. Sou desprendida por natureza e gaiola nenhuma me segura por muito tempo.
Gosto dessa soltura que me encoraja ir e vir na vida, e até mesmo dentro de mim. Costumo viajar até o pensamento mais improvável e reviver lembranças distantes sem freios nem culpa. Lá nos meus esconderijos corro sem fim nas ruelas do coração. Visito a minha alma, saio e volto para a minha casa quando bem entendo, para esse lugar só meu, onde tudo posso, tudo sou e tudo vivo.
Ser livre é a maior fortuna do ser humano. Não há nada que compre e que pague a maravilha de ser seu único e intransferível proprietário. E quando eu digo livre, não falo dessas loucuras que se vê por aí, de correr pelado na rua, mandar o chefe pro inferno, a sogra pastar. Nada disso. Aliás, a liberdade não deveria ser entendida dessa forma tão rasa. Vejo como as pessoas esbravejam, levantam bandeiras, abaixam as calças. Querem mostrar uma independência e autonomia para o mundo, enquanto, no fundo, são escravas dos seus próprios medos e incertezas. Alguém deve ir lá e dizer à elas que cuspir ofensas na cara dos outros não faz de ninguém um ser livre. Quem faz isso é chato, presunçoso, qualquer outra coisa. Por favor, não confundam liberdade de expressão com oferta gratuita de hostilidade.
A liberdade é muito, mas muito maior do que um topless na praia e esse discurso pobre de cidadão livre na ponta da língua. Ela é sim, íntegra, quando está embutida dentro de cada um, na capacidade de se desfazer dos preconceitos preestabelecidos e mandar embora todo o medo da rejeição, junto com a sofrida necessidade de ser aceito. A liberdade enxerga os rótulos como absolutamente ridículos, destruindo protótipos e modelos de como ser e agir de acordo com as expectativas alheias.
Um homem livre é aquele que não se submete à prisão de nenhum tipo, muito menos àquelas impostas por outros, até porque ser prisioneiro seria um tremendo sacrilégio contra a sua própria natureza. Ele é livre porque pensa por si só, porque faz as suas escolhas e assume os seus riscos. E pronto.
Decerto que algumas vezes acabamos por nos afastar de nós mesmos nos percalços da vida. Por revolta, frustração, ódio ou rancor, e sem dar-nos conta, nos perdemos do que um dia fomos. Vamos parar longe, sei lá onde, sei lá porquê. Seguimos um fluxo como ovelhas no meio do rebanho sem muito critério de direção, até que um dia a gente olha para trás e diz: “Caramba! Como que eu vim parar aqui? Que saudade do que eu fui um dia…” E talvez ainda seja. Porque liberdade é isso também. Ela é imensurável. Sempre há tempo para partir e voltar mais tarde, ir de novo, explorar, trocar. Por isso tem gente que não cabe em uma casa, que o escritório pinica e a rotina sufoca. Essas pessoas voam e voam pra bem longe, gorjeiam, seguem o rumo do vento. Por obra da sorte ou do destino, um dia pode ser que elas voltem, como aves que reencontram o ninho depois de várias estações. Não se sabe se elas ficarão ali pousadas por muito tempo, porque quem tem alma de pássaro não se aquieta em terra firme.
A gente deveria mesmo é ser autônomo para tudo, sabe? Começando por ser livre para amar, já que o amor é um sentimento de libertação de altíssima potência e um alcance gigantesco. Clausura não combina com ele. O amor é tão genuíno que não deveria se acorrentar à nenhum coração partido. Mesmo amando muito o melhor é deixar o outro seguir seu rumo, porque corrente não traz felicidade. Não digo que seja fácil, mas o ideal é ser livre conosco para libertar o próximo.
Livre para ser cada um à sua maneira, mantendo a identidade preservada e, assim, desamarrar os personagens criados ao longo dos anos, como palhaços treinados para entreter e divertir os outros.
Ser livre para sentir. Sim! Sentir sem medo de ser tachado de boboca sentimentalista e chorar — por que não? — abrindo as torneiras que estiveram entupidas tanto tempo. Nocivo é não se emocionar com um livro, um filme de amor, uma canção que fale de saudade. Sejamos livres para abraçar longamente, sair distribuindo beijos aos amigos, vizinhos, parentes, como forma sincera e singela de gratidão e apreço.
Quando formos propriamente livres aqui dentro, tudo ao redor se tornará mais leve e menos penoso. Então, a decisão de ir ou ficar, voar ou repousar, será apenas um pequeno detalhe. Porque os portões estarão escancarados para ser e sentir."
E eu? Bom, eu continuo com os pés descalços…

Karen Curi

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Convite!




"Eu te convido a experimentar escolher ao invés de esperar ser escolhido. A arranjar um problema novo se não conseguir se focar numa solução para o antigo. Eu te convido a deixar ir quem te rejeita e se abrir para os que provavelmente estarão disponíveis afetivamente, para os que querem viver a mesma história que você. Eu te convido a parar de se vitimizar, a fazer um movimento contrário para que possa atrair o que te ilumina, agrega, alegra. Eu te convido a tomar coragem para aprender a receber, trocar e não somente se doar a ponto de apenas se doer. Eu te convido a tentar conviver harmoniosamente com você para, quando se relacionar, não subtrair, pois você não é uma metade. Eu te convido a viver sua inteireza por mais que esteja condicionado a acreditar que o seu tamanho é menor do que o real. Eu te convido a tentar se sentir imenso e a não aceitar menos do que merece. Eu te convido a ser grato e merecedor de coisas grandiosas. Eu te convido desaprender a codependência, a simbiose para que seu coração possa respirar com autonomia."


Marla de Queiroz


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Pois é...



Não sei se sabe, mas depois que você se foi eu me torturei um pouco com tudo o que vivemos. Questionei. Duvidei de mim mesma. Me culpei. Lembrei do nosso primeiro beijo que se encaixou perfeitamente. As nossas expectativas que se encontraram, os nossos destinos que se cruzaram. Eu não conseguia acreditar que tudo o que vivemos juntos acabaria dessa forma. Você sumiu. Partiu sem se importar. Eu precisei de você,  você não apareceu. Eu te chamei, você mentiu. Implorei que você viesse,  você não veio. Eu presa, você livre. Tive que me virar sozinha e você por aí. Rezei pra que chegasse o momento de te esquecer, e só lembrava. Jurei não mais me importar, e só me importava. Deixei de te seguir, mas acompanhei seus passos pelas redes sociais.Você me fez feliz. Me fez bem pra caramba. Me esforcei pra ser quem você esperava que eu fosse. Fiz inúmeras coisas pra te impressionar e tive as reações mais ridículas pra te ter por perto e não te perder. Eu só não conseguia entender como  você teve a coragem de ser tão frio comigo. Me contou sobre você, permitiu que eu entrasse na sua vida, me apresentou a sua família, me fez conversar com seu melhor amigo sobre o amor e como você me fazia senti-lo tão bem. Me convidou pra dormir na sua casa, me levou pra provar as suas tardes, permitiu que eu entrasse em suas manhãs e aproveitasse suas noites. Me levou pra um fim de semana que nunca mais esqueci. Passei por todos os dias da semana com você, e incontáveis horas ao teu lado. Te atrasei pro trabalho, você me atrasou pra aula da segunda-feira com aqueles pedidos pra ficar mais um pouquinho. Te trouxe pra minha vida, fiz morada em tua vida, acampei em teu peito, viajei pra um lugar que não sei bem explicar, só sei que foi duro aceitar a viagem de volta. Saudade? Eu tinha às vezes. Saudade de quando você cozinhava pra mim . Saudade de quando você preparou sua vida pra mim, quando você permitiu que eu entrasse e me fez se sentir a vontade. Saudade eu tive de quando você me perguntava – com um tom de ciúmes – quem era aquele meu amigo gato  e não acreditava quando eu dizia que era só amigo. Saudade eu tinha do teu beijo na escada rolante do shopping, na escadaria do meu prédio, na poltrona do cinema de um filme que a gente nem se importava em assistir, na praia, em viagem, nas festas, na rua,  no sofá, na cozinha, no banheiro e em todos os outros lugares que passamos juntos um dia e hoje não passaremos mais. Saudade eu tive de te abraçar por trás, de vendar os teus olhos e te fazer me descobrir, de olhar em teus olhos e me descobrir em você, de olhar nos teus olhos e sentir o teu beijo sem precisar te tocar. Saudade eu tive de quando você me esperava, de quando respeitava o meu atraso, de quando aceitava a minha vida como ela sempre foi, meio bagunçada e confusa. Saudade eu tinha de quando você bagunçava minha vida toda, mas voltava pra arrumar. Vi  você se envolver com alguém de olhos claros e eu me culpei por meus olhos castanhos escuros. Você conheceu uma pessoa alta e eu me culpei pelos meus 1,69. Você namorou uma pessoa forte e eu me culpei por não ter tanto porte assim e ser fraca ao ponto de chorar ao te ver bem sem mim. Começou a namorar uma quarta pessoa, ou talvez, uma quinta. Escreveu um trecho de uma música – que deveria ser nossa e não foi – como legenda nas fotos. Terminou o namoro. Tua vida era sempre a mesma. O mesmo ciclo. O mesmo final pra todas que se envolvessem com você. Acordei depois das 13. Assinei Netflix. Passei um domingo inteiro assistindo filmes. Neguei convites. Dispensei tanta gente legal. Perdi a disposição de conhecer outras pessoas porque todo mundo parecia igual e a essa altura do campeonato, era melhor eu me proteger. Achei que se ausentando do amor e negando as oportunidades que ele me dava era uma boa opção pra não me machucar de novo. Foi uma péssima opção. Passei a ter raiva de você, a não te suportar mais. Tive pena de você e parei de sentir pena de mim. Resolvi sair. Me libertar de vez de você e nem sei te dizer o que fiz pra preencher o vazio que você deixou. O inútil deu lugar ao útil. Só quero te dizer que não precisa me mandar mensagens outra vez, nem tentar se explicar. Eu já encontrei todas as explicações pro que você fez, já entendi que a culpa não foi minha e que se ausentar pro amor por um mero principiante é um erro.  você disse que queria conversar,  me mandou mensagem ... Mas é que agora, agora, eu me sinto apaixonada por mim. De verdade. Me sinto feliz. Me disseram que um dia eu iria rir de tudo isso. E não é que eu tô rindo mesmo?





terça-feira, 20 de janeiro de 2015



"Preciso te contar o quanto o meu amor próprio superou as madrugadas longas, o quanto que me descobrir fez te esconder na memória, o quanto me permitir me fez mais interessante, o quanto fantástica posso ser e as pessoas que posso ter ao redor, que posso escolher e não ser a escolha.
[…] porque você me ensinou muitas coisas, coisas que nem um inimigo me ensinaria. Por causa de você conheci meus limites e os desaprendi, e hoje não me permito a nada que seja menos do que a felicidade ou mais do que a sensatez. Você me ajudou a me tornar uma mulher mais forte e menos tempestuosa. Me ensinou a não ser cruel, quando me magoou. Me ensinou a como não permitir o descaso, quando te contava um sonho. Me ensinou como não enganar, quando optou por outros planos. Me ensinou a descobrir o quanto posso ser amada, quando teu cuidado era de outra face.

Hoje meu caminhar é um convite, hoje minha companhia é para poucos, hoje meus dedos são violinos, hoje meu riso é a felicidade, hoje meu plano aceita ser surpreendido. Hoje apenas me permito a certeza do que a incerteza me impõe."




Cáh Morandi


sábado, 17 de janeiro de 2015

E assim termina uma história de 7 anos!




"Você guardará meu nome atrás de algum sentimento mascarado em seu coração, abrirá o bilhete que te deixei [...]só para encontrar meus dedos, respirará mais fundo a maresia, talvez hesitaria se meu cheiro não estivesse lá, mastigará mais devagar a fruta e citricamente serei seu nó na garganta, lerá poemas nas livrarias e se lembrará de que palavras eram lugares para nós, ouvirá uma música desconhecida com a insatisfação de não termos compartilhado antes, acordará no domingo e suplicará pela segunda para os compromissos me anularem da razão, caminhará mais atento as vozes da rua e se inclinará se a voz for parecida com a minha,[...], a solidão chegará antes das ligações e dos emails. Encontrará outra pessoa, irá se enfeitar, irá tentar me mostrar que está tentando ser feliz de novo, trocará amor por carência. Os anos marcarão o seu rosto, os filhos acordarão o silêncio da casa, a mão do seu amor te convidará para um dia de feriado, vestirá o sorriso, amará o que tem, desejará ter feito outras escolhas no passado. Duvidará do tempo, desconfiará dos dias de muito sol porque sempre terá uma lágrima por dentro."


Cáh Morandi


sábado, 27 de dezembro de 2014

http://www.revistabula.com/3372-onde-nao-puderes-amar-nao-te-demores/