"Não julgue os outros só porque os pecados deles são diferentes dos seus."

"Depois de um tempo, você ainda vai lembrar dessa ferida que rasgou fundo o teu peito. Mas vai saber também, que foi apenas uma página do capítulo passado. E que o capítulo que você está agora. Ah, esse sim é o mais interessante."



quinta-feira, 31 de março de 2011

Adoro ganhar livro de presente, este de alguma maneira mexeu comigo, começo hoje mesmo a leitura.


Ken Wilber, considerado o maior filósofo da consciência depois de Freud, “possuidor de uma rara clareza de pensamento, uma mente aberta para idéias muito divergentes, e de uma incomum visão combinatória, como, por exemplo, de espiritualidade e psicoterapia”; escreveu muitos livros e neste, que se chama Graça e Coragem, ele conta sua história com ela, Treya, sua mulher. 


Ao se conhecerem, em 1983, na casa de amigos, às margens da Baía de São Francisco, mal trocaram palavras, mas Ken colocou o braço na cintura dela:“fiquei meio sem jeito, pois eu mal o conhecia... senti algo indescritível. Um calor, uma espécie de fusão...”.


Ele também descreve esse momento: “Era como se Treya e eu estivéssemos juntos há muitas vidas... Lembro-me de pensar: são quatro horas da manhã e estou passando por alguma experiência mística na cozinha de um dos meus melhores amigos, simplesmente por tocar uma mulher que nunca vi antes”.


Apaixonadíssimos, casaram-se em quatro meses: Uma semana depois da cerimônia, ela, com 36 anos, descobriu que estava com câncer de mama. 


“Senti como se o universo se transformasse numa fina folha de papel e, aí, alguém simplesmente rasgasse o papel ao meio bem diante dos meus olhos”, escreveu Ken.


Quando ela perguntou como ele se sentia em relação a ela estar doente, ele respondeu: “Você não é uma mercadoria danificada, você é minha esposa, minha alma-gemea, a luz da minha vida”.


Ken conta neste livro sobre os cinco anos que viveram juntos, até a morte dela. A voz de Tracy também está ali através de trechos do seu Diário.


“O verdadeiro amor machuca, o verdadeiro amor o torna vulnerável e aberto, o verdadeiro amor o leva muito além de si mesmo e, portanto, o verdadeiro amor o devasta”.